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Casal acumula R$ 1 milhão para viajar pelo mundo em um veleiro

O analista de sistemas João Pedro Costa e a engenheira ambiental Adriana Costa contam como se prepararam para mudar radicalmente de estilo de vida

O analista de sistemas João Pedro Costa e a engenheira ambiental Adriana Costa a bordo de um veleiro em Ilhabela

O analista de sistemas João Pedro Costa, 36 anos, e a engenheira ambiental Adriana Costa, 30 anos: planejamento durou cinco anos. (Arquivo pessoal/Divulgação)

São Paulo – O plano inicial era comprar um imóvel, mas o objetivo evoluiu para um ano sabático, longe do mundo corporativo. Agora, o analista de sistemas João Pedro Costa, 36 anos, e a engenheira ambiental Adriana Costa, 30 anos, pretendem passar cerca de oito anos viajando pelo mundo a bordo de um veleiro. O objetivo do casal, que vive em São Paulo, é obter renda com a embarcação, promovendo passeios turísticos que incluam mergulho, hobby de ambos.

 

Para concretizar o projeto, tiveram de ter muita disciplina e planejar cuidadosamente as finanças ao longo de cinco anos. Foi nesse período que conseguiram economizar boa parte de um valor próximo de 1 milhão de reais. A maior parte dos recursos foi usada na compra de um veleiro de 38 pés, com três cabines: a montagem e os acessórios consumiram cerca de 620 mil reais da reserva.

Antes do projeto de vida tomar forma, tudo o que tinham era uma poupança  de 180 mil reais, obtida por João Pedro ao longo de sete anos, desde o seu primeiro estágio na faculdade, e também por Adriana.

João Pedro conta que um grande incentivador para começar a poupar foi seu irmão, que gostava muito da área financeira. “Comecei a juntar dinheiro desde que passei a ganhar dinheiro. Foram 100 reais, 200 reais por mês, que ia incrementando conforme o meu salário aumentava. Não deixava de viver, mas nunca gastei demais”, conta.

O analista de sistemas reconhece que, inicialmente, não colocava a sua reserva financeira nos melhores investimentos: deixava uma porção na poupança, para resgates mais imediatos, a maior parte aplicada em CDBs que não rendiam muito e outra pequena parte em títulos de capitalização. Adriana também tinha um valor aplicado na poupança, em CDBs e em um plano de previdência.

Ambos aprimoraram seus conhecimentos sobre aplicações mais tarde, quando começaram a pensar em um projeto bem mais conservador do que a aventura na qual estão prestes a embarcar.

Corte de gastos, investimentos certos e trabalho extra

Tudo começou quando Adriana resolveu contratar, em 2012, um planejador financeiro. A ideia inicial era juntar dinheiro para comprar um imóvel.

Analisando o perfil do casal, a consultoria financeira buscou investimentos com risco moderado. “Cerca de 15% do que a gente tinha foi colocado em investimentos mais agressivos e passou a render mais”, conta João. O produto escolhido foram majoritariamente fundos multimercados e, na porção mais agressiva, fundos de investimento em startups, os chamados venture capital.

Os namorados tiveram de criar uma conta conjunta. “O planejador não viu sentido em buscarmos o mesmo objetivo de forma separada”. Se investissem cada um por si, o custo com impostos duplicaria, por exemplo.

Além de colocar as reservas financeiras do casal em investimentos mais rentáveis, o planejador financeiro também orientou que o casal cortasse gastos.

Exame.com